Chiavenato (1997) nos propõe um código de ética para a área de Recursos Humanos. Esse código é baseado nos seguintes preceitos:
1 “Dignificar o ser humano”
Por intermédio da administração participativa, envolvendo as pessoas como sujeitos ativos e criativos, sujeitos da própria história, tornando-os realmente colaboradores, no sentido real da palavra, da empresa. Isso colabora não somente com força física e reprodução de ideias já previamente concebidas,mas são concebidas novas ideias, dá participação ativa no dia a dia da organização, estabelecendo-se elo fundamental para a sobrevivência organizacional. Assim, supera-se a descartabilidade dos trabalhadores, o que, hoje, infelizmente,impera nas organizações.
2 “Tornar estratégica a administração de Recursos Humanos”
Permitir que a administração de Recursos Humanos rompa com o seu tradicional papel de mero fornecedor de serviços para uma postura estratégica, atuando como consultora interna. Facilitar os processos, auxiliar as demais áreas da empresa, fornecendo rumos, possíveis caminhos,para compartilhar ideias e dividir responsabilidades.
3 “Compartilhar a administração com os gerentes e suas equipes”
Para alguns profissionais de Recursos Humanos, essa pode ser uma postura difícil de adotar. Entretanto, ela se faz imprescindível, pois, no cenário organizacional contemporâneo, não podemos mais adotar uma postura centralizadora. É necessário compartilhar, dividir, delegar e romper o monopólio que ainda reina na área de Recursos Humanos. Não tema perder o seu lugar; se você é um bom profissional de Recursos Humanos, será cada vez mais solicitado, não cairá no ostracismo.
4 “Mudar e inovar incessantemente”
Permitir que o processo de mudanças reine no cenário organizacional como algo positivo e que promova o crescimento.Tentar manter o status quo é remar contra a maré.
5 “Dignificar e elevar o trabalho”
Disseminar a prática da cultura democrática e participativa,incentivando a formação de equipes autônomas. Não impor regras, e sim permitir que os trabalhadores as compreendam e assumam como suas as responsabilidades por seu cumprimento.Tentar eliminar a cultura das punições e penalidades,estimulando-se o estabelecimento de um ambiente de incentivo e colaboração.
6 “Promover a felicidade e buscar a satisfação”
Promover a criação e a manutenção de um clima organizacional positivo e que promova a plena integração dos trabalhadores à empresa, rompendo a relação trabalho =sofrimento e estabelecendo a relação trabalho = prazer.
7 “Respeitar a individualidade de cada pessoa e sua realização pessoal”
Criar um ambiente que respeite as individualidades,as particularidades e as singularidades, rompendo a homogeneização reinante em muitas organizações que tentam enquadrar as pessoas às suas demandas, não compreendendo que cada pessoa possui suas necessidades.Esse respeito pode ser efetivado por ações como estabelecimento de jornadas de trabalho flexíveis, plano de benefícios flexíveis, entre outros.
8 “Enriquecer continuamente o capital humano”
Desenvolver estratégias de valorização do capital intelectual,do desenvolvimento humano, incentivando a gestão do conhecimento.
9 “Preparar o futuro e criar o destino”
Estabelecer estratégias de atuação em que o futuro não seja temido, e sim esperado de forma dinâmica, agindo e se preparando, antevendo as mudanças.
10 “Focalizar o essencial e buscar sinergia”
Focar em pessoas, pela integração de atividades e áreas,atuando de forma sinérgica e holística.
Autor: Rosemeire Hespanholeto
Fonte: Curso Processos Gerenciais (Unip)


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