Ética, no Brasil, por vezes, pode parecer uma piada,mas deve ser a mola-mestra na linha de atuação da área de Recursos Humanos. Lidamos com pessoas que passam a confiar a nós a sua vida profissional e, muitas vezes, a pessoal também. Romper com a ética é romper um elo importante, é romper a tênue linha entre a confiança e a desconfiança.
Ao analisarmos com atenção, logo percebemos que a ética é tão importante que, mesmo entre as pessoas que não desenvolvem atividades lícitas, encontramos regras de conduta e comportamentos éticos que permeiam suas relações.
Chiavenato (1997) nos propõe um código de ética para a área de Recursos Humanos. Esse código é baseado nos seguintes preceitos:
1 “Dignificar o ser humano”
2 “Tornar estratégica a administração de Recursos Humanos”
3 “Compartilhar a administração com os gerentes e suas equipes”
4 “Mudar e inovar incessantemente”
5 “Dignificar e elevar o trabalho”
6 “Promover a felicidade e buscar a satisfação”
7 “Respeitar a individualidade de cada pessoa e sua realização pessoal”
8 “Enriquecer continuamente o capital humano”
9 “Preparar o futuro e criar o destino”
10 “Focalizar o essencial e buscar sinergia”
Varella (1998) apresenta alguns pontos interessantes a serem analisados em relação à ética nas organizações:
É necessário que as organizações desenvolvam um ambiente produtivo, mas também prazeroso, primando pela qualidade dos relacionamentos nos mais diversos níveis hierárquicos;
Dispensar tratamento digno e respeitoso às pessoas e às suas ideias, pois, se as empresas demandam iniciativa e autonomia, as pessoas precisam sentir na prática que têm liberdade para se expressar;
Respeitar as características pessoais, a individualidade,evitando situações de constrangimento;
Estabelecer um clima de transparência e lealdade nas negociações entre empresa e trabalhadores, criando assim, um espaço de discussão aberto, para que as expectativas de cada um possam ser evidenciadas;
Oferecer igual oportunidade a todos os candidatos, sem discriminação;
Selecionar pessoas também pela possibilidade de adequação aos valores organizacionais;
Criar um sistema de avaliação de desempenho que permita um processo transparente e objetivo,permitindo, assim, um crescimento profissional e pessoal;
Possibilitar um processo de demissão digno e com apoio,lembrando sempre que, apesar de aquela pessoa não estar mais a serviço da empresa, ela é um ser humano e merece respeito;
Oferecer remuneração justa e adequada à realidade do mercado;
Garantir segurança e saúde no ambiente de trabalho;
Evitar conflito entre interesses individuais e organizacionais;
Estimular a responsabilidade social;
Permitir, e não censurar, a participação dos trabalhadores em associações de classe, associações e sindicatos;
Pespeitar a liberdade política e religiosa dos trabalhadores;
Estimular a comunicação plena entre empresa e trabalhadores;
Proibir a prática de assédio moral no ambiente de trabalho;
Não permitir ou manter vínculo com empresa que faça uso do trabalho infantil;
Manter um ambiente de preservação de informações confidenciais da empresa.
Coibir qualquer tipo de discriminação.
Muitas empresas chegam a desenvolver um código de ética próprio, respeitando os valores, normas e procedimentos internos, mas que, acima de tudo, prime pela qualidade de vida no trabalho e pelo respeito ético ao ser humano. Nesse assunto,a área de Recursos Humanos desempenha papel estratégico,tanto auxiliando na elaboração quanto no acompanhamento desse processo.
Autor: Rosemeire Hespanholeto
Fonte: Curso Processos Gerenciais (Unip)


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