21 de outubro de 2014

Sua empresa possui um código de ética?



Ética, no Brasil, por vezes, pode parecer uma piada,mas deve ser a mola-mestra na linha de atuação da área de Recursos Humanos. Lidamos com pessoas que passam a confiar a nós a sua vida profissional e, muitas vezes, a pessoal também. Romper com a ética é romper um elo importante, é romper a tênue linha entre a confiança e a desconfiança.

Ao analisarmos com atenção, logo percebemos que a ética é tão importante que, mesmo entre as pessoas que não desenvolvem atividades lícitas, encontramos regras de conduta e comportamentos éticos que permeiam suas relações.

Chiavenato (1997) nos propõe um código de ética para a área de Recursos Humanos. Esse código é baseado nos seguintes preceitos:



1 “Dignificar o ser humano”

2 “Tornar estratégica a administração de Recursos Humanos”

3 “Compartilhar a administração com os gerentes e suas equipes”

4 “Mudar e inovar incessantemente”

5 “Dignificar e elevar o trabalho”

6 “Promover a felicidade e buscar a satisfação”

7 “Respeitar a individualidade de cada pessoa e sua realização pessoal”

8 “Enriquecer continuamente o capital humano”

9 “Preparar o futuro e criar o destino”

10 “Focalizar o essencial e buscar sinergia”

Varella (1998) apresenta alguns pontos interessantes a serem analisados em relação à ética nas organizações:

É necessário que as organizações desenvolvam um ambiente produtivo, mas também prazeroso, primando pela qualidade dos relacionamentos nos mais diversos níveis hierárquicos;

Dispensar tratamento digno e respeitoso às pessoas e às suas ideias, pois, se as empresas demandam iniciativa e autonomia, as pessoas precisam sentir na prática que têm liberdade para se expressar;

Respeitar as características pessoais, a individualidade,evitando situações de constrangimento;

Estabelecer um clima de transparência e lealdade nas negociações entre empresa e trabalhadores, criando assim, um espaço de discussão aberto, para que as expectativas de cada um possam ser evidenciadas;

Oferecer igual oportunidade a todos os candidatos, sem discriminação;

Selecionar pessoas também pela possibilidade de adequação aos valores organizacionais;

Criar um sistema de avaliação de desempenho que permita um processo transparente e objetivo,permitindo, assim, um crescimento profissional e pessoal;

Possibilitar um processo de demissão digno e com apoio,lembrando sempre que, apesar de aquela pessoa não estar mais a serviço da empresa, ela é um ser humano e merece respeito;

Oferecer remuneração justa e adequada à realidade do mercado;

Garantir segurança e saúde no ambiente de trabalho;

Evitar conflito entre interesses individuais e organizacionais;

Estimular a responsabilidade social;

Permitir, e não censurar, a participação dos trabalhadores em associações de classe, associações e sindicatos;

Pespeitar a liberdade política e religiosa dos trabalhadores;

Estimular a comunicação plena entre empresa e trabalhadores;

Proibir a prática de assédio moral no ambiente de trabalho;

Não permitir ou manter vínculo com empresa que faça uso do trabalho infantil;

Manter um ambiente de preservação de informações confidenciais da empresa.

Coibir qualquer tipo de discriminação.

Muitas empresas chegam a desenvolver um código de ética próprio, respeitando os valores, normas e procedimentos internos, mas que, acima de tudo, prime pela qualidade de vida no trabalho e pelo respeito ético ao ser humano. Nesse assunto,a área de Recursos Humanos desempenha papel estratégico,tanto auxiliando na elaboração quanto no acompanhamento desse processo.

Autor: Rosemeire Hespanholeto
Fonte: Curso Processos Gerenciais (Unip)

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